segunda-feira, 27 de junho de 2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

Imprensa: «Quem Mexeu no Meu Queijo Para Crianças»

«Queijo por descobrir

A adaptação de um sucesso de Gestão fora do vulgar é uma óptima lição para todas as idades. "Quem Mexeu no Meu Queijo Para Crianças" elogia a abertura à mudança.

Na vida, tudo muda e temos de saber lidar com as mudanças, olhar para as transformações, tirar partido delas, não recear conhecer coisas novas e evitar ficarmos presos a um passado que não regressa.
Este é o cerne de um livro que nasceu para um público adulto, mas rápida e naturalmente foi adaptado pelo seu autor, potenciando a mensagem, adequada a leitores mais jovens.
"Quem Mexeu no Meu Queijo Para Crianças" (que conhece agora uma nova edição, na Arteplural Edições) parte da obra que celebrizou o Dr. Spencer Johnson, para nos fazer reflectir sobre a necessidade de adaptação permanente - porque nada na vida deve ser dado como adquirido.
A narrativa é protagonizada por quatro figuras coloridas, Fungadela, Correria, Pigarro e Gaguinho. Todas as manhãs, os quatro calçam os seus ténis e fazem-se à aventura num tremendo labirinto, à procura daquilo que mais anseiam: queijo mágico.
Quando encontram uma imensidão desse elemento que procuram, saboreiam-no e com ele alimentam o corpo e o espírito, os seus sonhos. Mas as diferenças começam aí. Enquanto Fungadela e Correria vão tendo consciênciada finitude desse tesouro, Pigarro e Gaguinho julgam-no eterno e desleixam-se. Quando o queijo termina, os dois primeiros partem em busca de outro queijo mágico - como saberia Heraclito, não se pode comer duas vezes o mesmo -, mas os restantes companheiros ficam desnorteados e esperam que tudo regresse ao que era. Só que o tempo não anda para trás...
Um livro que é uma óptima lição de vida, embebido de ingredientes de fantasia, adequados a tornar a sua leitura num momento de prazer, enquanto transmite a noção de que é necessário procurar aquilo que queremos e encontrar na transformação um elemento de apoio, nunca de dissuasão. Até porque, como bem sabia Camões, "todo o mundo é composto de mudança".»
João Morales, Os Meus Livros