Sessão de autógrafos com os autores de ABZ do Sexo teve lugar em Festival de BD!
No âmbito da realização da 18ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, que decorreu até ao Domingo passado, dia 4 de Novembro, teve lugar uma sessão de autógrafos com os criadores do livro ABZ do Sexo, editado pela Arteplural Edições em 2007. António Pedro Nobre e Manuel Cruz, autor dos textos e ilustrador respectivamente, estiveram presentes no festival para promoverem o livro e receberem todos aqueles que desejavam obter os seus autógrafos.
O Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora é actualmente a maior festa da BD em Portugal e todos os anos reune os melhores autores nacionais e estrangeiros, em várias exposições, com inúmeras actividades, onde os visitantes podem aprenciar o que de melhor se faz em BD por todo o mundo. O núcleo central do festival ficou instalado no Fórum Luís de Camões, na Freguesia da Brandoa, e contou com a realização de vários eventos, como sessões de cinema de animação, espectáculos de música, debates, além das exposições de BD.
Para mais informações consultar o site do Festival: http://www.amadorabd.com/
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
terça-feira, 11 de setembro de 2007
«Memórias de Idhún - A Génesis» nas bancas!

Depois do grande maremoto, os nossos heróis voltam a reunir-se, exaustos, mas felizes! O Necromante morreu e a paz parece finalmente ter chegado a Idhún. Porém, a sombra do perigo ainda paira sobre a terra mágica. Começam então a suceder-se estranhos fenómenos. Terramotos, cheias e tornados devastam casas e populações, tudo parece à beira da destruição, mas das cinzas nasce uma nova esperança, traçando o destino de todos os idhunitas. Esta é a última e mais empolgante aventura da saga que encantou Espanha, trazida à vida pela maravilhosa pena de Laura Gallego García.
O último livro da saga de Laura Gallego García, intitulado A Génesis, já está à venda nas livrarias.

Depois do grande maremoto, os nossos heróis voltam a reunir-se, exaustos, mas felizes! O Necromante morreu e a paz parece finalmente ter chegado a Idhún. Porém, a sombra do perigo ainda paira sobre a terra mágica. Começam então a suceder-se estranhos fenómenos. Terramotos, cheias e tornados devastam casas e populações, tudo parece à beira da destruição, mas das cinzas nasce uma nova esperança, traçando o destino de todos os idhunitas. Esta é a última e mais empolgante aventura da saga que encantou Espanha, trazida à vida pela maravilhosa pena de Laura Gallego García.
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Excerto:
Memórias de Idhún - A Hecatombe
Laura Gallego García
1.
«PEDRA E GELO
A magia não era suficiente.
Apercebera-se disso muitos dias antes, mas simplesmente não quisera acreditar. Por pura teimosia tinha seguido o seu caminho em direcção a norte, sempre para norte, mesmo quando não havia já feitiço térmico capaz de manter o seu corpo quente, mesmo tendo a sua montada caído sobre a neve há já vários dias, abatida pelo frio e pela inanição.
Mas ele tinha continuado a sua viagem a pé, a coxear. E agora sabia que estava muito perto: os conjuros de localização não podiam ter falhado.
Todavia…
Estacou, a tiritar. Passou a língua pelos lábios arroxeados e olhou em volta, desorientado. A tempestade toldava-lhe os sentidos; a cortina de neve impedia-o de ver o que havia mais adiante, e o ruído surdo do vento aturdia-o impiedosamente. Procurou um ponto de referência, mas nem foi capaz de distinguir os picos das montanhas na escuridão.
Já não tinha forças para abrir um túnel seco entre a tempestade de neve. A magia abandonava-o pouco a pouco, e mal conseguia manter o seu corpo quente.
Quando tomou consciência de que sentia frio, compreendeu de imediato que, se o feitiço térmico já não funcionava, nenhum outro o faria. Tinha de parar, descansar em algum sítio, procurar um refúgio. Voltou-se para todos os lados, mas só o vento e a neve responderam ao seu mudo pedido de auxílio. Soprou nas mãos o pouco alento que lhe restava e continuou a caminhar, abrindo passagem a grande custo pela gelada terra de Nanhai.
Contudo, voltou a parar uns metros mais à frente. Os seus sentidos de feiticeiro alertavam-no para um perigo indefinido, oculto algures na tempestade. Ou talvez a sua intuição, tal como a sua magia, também lhe estivesse a falhar.
Não teve tempo de preparar um feitiço de protecção antes de o animal investir.
O feiticeiro sufocou uma exclamação e pronunciou instintivamente a fórmula de um conjuro defensivo, mas não aconteceu nada: a faísca da sua magia não pegou, o seu poder não atendeu à sua chamada.
Mal teve tempo de se lançar para o lado e rolar sobre a neve, procurando afastar-se do animal, embora soubesse que, uma vez no chão, já não teria escapatória. Arrastou-se como pôde, mas o animal já investia novamente contra ele. O feiticeiro deu meia-volta e ergueu os braços, para se proteger, num movimento instintivo completamente inútil.»
Memórias de Idhún - A Hecatombe
Laura Gallego García
1.
«PEDRA E GELO
A magia não era suficiente.
Apercebera-se disso muitos dias antes, mas simplesmente não quisera acreditar. Por pura teimosia tinha seguido o seu caminho em direcção a norte, sempre para norte, mesmo quando não havia já feitiço térmico capaz de manter o seu corpo quente, mesmo tendo a sua montada caído sobre a neve há já vários dias, abatida pelo frio e pela inanição.
Mas ele tinha continuado a sua viagem a pé, a coxear. E agora sabia que estava muito perto: os conjuros de localização não podiam ter falhado.
Todavia…
Estacou, a tiritar. Passou a língua pelos lábios arroxeados e olhou em volta, desorientado. A tempestade toldava-lhe os sentidos; a cortina de neve impedia-o de ver o que havia mais adiante, e o ruído surdo do vento aturdia-o impiedosamente. Procurou um ponto de referência, mas nem foi capaz de distinguir os picos das montanhas na escuridão.
Já não tinha forças para abrir um túnel seco entre a tempestade de neve. A magia abandonava-o pouco a pouco, e mal conseguia manter o seu corpo quente.
Quando tomou consciência de que sentia frio, compreendeu de imediato que, se o feitiço térmico já não funcionava, nenhum outro o faria. Tinha de parar, descansar em algum sítio, procurar um refúgio. Voltou-se para todos os lados, mas só o vento e a neve responderam ao seu mudo pedido de auxílio. Soprou nas mãos o pouco alento que lhe restava e continuou a caminhar, abrindo passagem a grande custo pela gelada terra de Nanhai.
Contudo, voltou a parar uns metros mais à frente. Os seus sentidos de feiticeiro alertavam-no para um perigo indefinido, oculto algures na tempestade. Ou talvez a sua intuição, tal como a sua magia, também lhe estivesse a falhar.
Não teve tempo de preparar um feitiço de protecção antes de o animal investir.
O feiticeiro sufocou uma exclamação e pronunciou instintivamente a fórmula de um conjuro defensivo, mas não aconteceu nada: a faísca da sua magia não pegou, o seu poder não atendeu à sua chamada.
Mal teve tempo de se lançar para o lado e rolar sobre a neve, procurando afastar-se do animal, embora soubesse que, uma vez no chão, já não teria escapatória. Arrastou-se como pôde, mas o animal já investia novamente contra ele. O feiticeiro deu meia-volta e ergueu os braços, para se proteger, num movimento instintivo completamente inútil.»
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